J. na delegacia, dando depoimento daquilo que não sabia.

K. somente K. não existe. Corpos desaparecem depois de uma festa que nunca acaba. J. vai parar numa delegacia dando depoimento daquilo que não sabia. A cidade flutua, o amor ocupa banheiros, bares pegam fogo e apresentadores de programas da manhã são cuspidos para fora da televisão.
A primavera causa alergia, causa mesmo, pergunte a quem você abraça.

Os lugares mais desertos do mundo estão vivos.
O desconforto inunda ideias de sobrevivência.
Corpos atravessam seu cotidiano diariamente. Observe-os. Corpos vivem, ainda.
A primavera causa alergia, causa mesmo, pergunte a quem você abraça.
Como se procurasse alguma sobra entre os restos do dia.
Le propriétaire de la ville a appelé Dieu, J. est allé au supermarché

A memória é um animal faminto. Uma mulher dança sobre o luto. Um homem permanece imóvel diante da caixa registradora. O dono da cidade liga para Deus. J. foi ao supermercado.